Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica intencionais e repetitivos.
Ocorre sem motivação aparente com objetivos de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade de se defender: "Relação desigual de forças ou poder."
Bully = valentão.
Existem duas categorias:
Bullying é um problema mundial que pode ocorrer em qualquer contexto no qual pessoas interagem: escola, família, trabalho e entre vizinhos.
Pesquisas mostram que o bullying escolar ocorre tanto em escolas públicas, quanto nas particulares.
O combate se dá a partir do reconhecimento pela sociedade, pelos pais e sobre tudo pelas escolas, que ele existe, é danoso e não pode ser admitido.
A escola tem a responsabilidade maior de envolver todos os seus membros na prevenção e não aceitação do bullying.
Para Telma Vinha, Doutora em psicologia educacional, para ser dada como bullying, a violência ocorre entre pares (colegas de classe ou trabalho) e apresenta quatro características:
"Quando o alvo supera o motivo da agressão, ele reage ou ignora desmotivando a ação do autor."
O autor do Bullying atinge o colega com repetitivas humilhações ou depreciações porque quer ser mais popular, sente-se poderoso, sente-se satisfeito com a opressão do outro.
O autor não é assim só na escola. Normalmente tem uma relação familiar na qual tudo se resolve pela violência verbal ou física e reproduz isso no ambiente escolar (explica o médico pediatra Lauro Monteiro Filho fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à infância e à adolescência).
Sozinha, a escola não consegue resolver o problema, mas é normalmente nesse ambiente que se demonstram os primeiros sinais de um praticamente de bullying.
É importante que se tenha claro que é preciso ocorrer uma interação complexa de fatores para que o bullying se manifeste no comportamento de jovens e crianças. Por exemplo, ter sofrido violência, fatores socioeconômicos, família desestruturada, problemas psiquiátricos.
Crianças e jovens que comentem o bullying geralmente estão sofrendo. Sentem-se frágeis e expostos, mas não querem passar essa impressão para os demais, por isso criam barreiras e tentam a todo custo mostrar que são destemidos.
O ALVO DO BULLYING
Crianças ou jovens com baixa auto-estima retraída tanto na escola quando no lar, ou com particularidades físicas, um novato na escola ou uma menina muito bonita, entre outros aspectos físicos ou emocionais (inseguras, frágeis, tímidos...)
É fundamental distinguir a ação continua e intencional, das brincadeiras impetuosas próprias de cada faixa etária proveniente da busca natural de auto-afirmação.
Claro que existem brincadeiras entre colegas, mas é necessário distinguir o limiar entre uma piada aceitável e uma agressão.
Isso não é tão difícil quanto parece, basta se colocar no lugar da vítima. É engraçado? Mas e se fosse comigo?
COMO AGIR COM ALUNOS ENVOLVIDOS EM UM CASO DE BULLYING
Alunos que praticam bullying são frutos de circunstâncias desfavoráveis em que estão envolvidos: mídia violenta, influência do grupo, desejo de ser ouvido, desejo de ser aceito e precisam de ajuda da mesma forma que a vítima.
Ninguém nasce praticando bullying, bullying é aprendido e dessa mesma maneira pode e deve ser desaprendido.
Pais educadores devem estar atentos para educar para a paz.
COMO A ESCOLA AGE
PAIS E EDUCADORES
Uma educação deve ser ética, humana e responsável e para isso é obrigatória a interação entre as gerações, o diálogo e a aprendizagem compartilhada.
O bullying pode ser criado a qualquer momento e é desastroso tanto para quem pratica quanto para quem sofre a ação.
Reforçar as qualidades da criança ou do adolescente pode ajudá-lo a se blindar contra o peso das ações.
Não se trata de se estabelecer vítimas ou culpados quando o assunto é bullying, isso só reforça uma situação polarizada e não ajuda em nada a resolução de conflitos. Melhor do que culpar um ou outro é desatar os nós da tensão por meio de diálogo, oferecer um ambiente propício para que todos se desenvolvam com respeito e harmonia.
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